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VIAGEM COM A SOGRA!! UFF

  • Foto do escritor: Giza Garcia
    Giza Garcia
  • 7 de jan. de 2022
  • 8 min de leitura


Chega a ser estranho eu estar escrevendo este texto, porque na verdade: eu sou a sogra!

Tenho três noras muito queridas e quem as conhece sabe que isto não é balela! É a mais pura verdade!

É lógico que viajamos algumas vezes juntas em família e até gostamos muito, mas creio que nenhuma das três pensou em passar o final de semana a sós comigo. Tampouco eu! Pensando bem, não chegou a ser duas, porque tempos uma pequeninha na história, que no caso é minha querida neta.

Embarcamos nesta furada porque nossos amados maridos decidiriam que iam trabalhar no final de semana para uma empresa que é responsável pelo sistema de catracas de alguns estádios. Seria a inauguração do o Maracanã no Rio de Janeiro! A empresa decidiu que custearia a hospedagem também para as esposas e achamos que curtir uma praia carioca com esta economia ia valer a pena!

Uma das noras não pode ir porque tinha compromisso de trabalho e o outro casal nora/filho tinham um casamento e compromissos assumidos. Assim, embarcarmos nesta aventura; eu, a nora em questão, nossa pequena muito amada por todos, meu marido, meu filho marido da nora e o outro que foi sem a esposa.

A empresa para a qual iam prestar serviço é sempre conhecida por colocar seus funcionários em bons hotéis. Estranhamos porque no dia da viagem ligaram perguntado se aceitávamos um hotel um pouco menor porque não estavam conseguindo reservar o hotel de costume. Já era um sinal e não percebemos!

Quando chegamos ao hotel que realmente nos pareceu pequeno, tivemos uma surpresa: era bem menor que parecia, aliás, ainda estou em dúvida se era um hotel ou um pombal! A sorte é que eu não sou claustrofóbica, senão havia morrido naquele quarto. As portas não tinham mais que 40 cm de largura. Minha nora teve um pouco mais de sorte em relação ao quarto. O inconveniente é que o elevador, onde dois gordinhos jamais entrariam juntos, não parava no andar dela!

Como nosso senso de humor é bom, era só um final de semana e a temperatura estava ótima, decidimos que não íamos deixar estes “pequenos” detalhes atrapalhar nossa diversão! Mesmo porque nossa pequeninha foi daqui até lá falando que ia para a “plaia”. Ela ama a “plaia” e até então só não gostava da areia.

Na noite que chegamos deixamos as malas e saímos todos para comer uma pizza! Esquecemos que em alguns locais eles têm o costume de jogar a massa fora e assam o papelão! O local era bom, tinha uns músicos tocando e nossa lindinha ficou maravilhada e se tornou o centro das atenções acompanhando os músicos com palmas. Ela amou a música e nos odiamos as pizzas. Ainda bem que eu tinha frutas.


A proposta de trabalho para os homens é que no sábado só iriam para uma breve reunião na parte da manhã e no domingo trabalhariam logo depois do almoço. Fizemos planos de onde iríamos todos juntos a noite e nos demais períodos livres. Parecia tudo bem!

Assim combinado, seguimos sábado pela manhã, depois de um farto (ou seria falto) café, para a praia de Copacabana com nossa querida pequena, enquanto os homens foram para a rápida reunião e acertaram que assim que estivessem disponíveis iriam nos encontrar.

Ah, esqueci um detalhe: assim como a maioria dos hotéis no RJ, o nosso também não tinha garagem e a diária do estacionamento não foi tão amigável. Cada vez que tirávamos o carro do estacionamento tínhamos que pagar uma diária e no retorno começava outra. Seria mais econômico pegar um taxi, mas nossa inexperiência não nos deixou fazer isto.

Depois de vagar por muitos minutos tentando encontrar uma vaga, decidimos deixar o carro no primeiro estacionamento que encontramos. Nossa viagem econômica estava começando a ficar cara!

Já na areia, depois de alugar guarda-sol e cadeiras, que depois encontramos grátis para quem tinha um determinado cartão de crédito, e nós tínhamos; sentamos tranquilas para curtir nossa manhã. Fiquei feliz da vida de convencer a pequena a brincar na areia e enfim ela começou a gostar dos grãozinhos e não queria mais parar. Lógico que isto está anos luz de minha brincadeira predileta, mas por amor se faz tudo e então brinquei de castelinhos de areia como não fazia há muitos anos! Entre uma conversa e outra e alguma foto de nossa princesa se deliciando na areia, decidi que era hora de ir um pouco à agua para lavar a sujeira e tomarmos uma agua de coco.

Enquanto estava com ela na agua, minha nora decidiu que ia jogar um pouco no celular, porque pensou ela, quem cuidaria melhor da neta que a vovó? Ledo engano! Enquanto eu estava agachada e distraída, porque afinal estava na beira da praia, uma onda forte veio e me arrastou com minha princesinha. Para não soltá-la tomei o maior caldo da vida e quase morri de aflição! Depois de capotar três vezes com ela grudada em mim, um casal nos tirou da agua! Garantiram que não passou de alguns segundos, mas para mim foi uma eternidade angustiante. Minha nora quando se deu conta só me viu rolar na agua, porque a pequena já tinha sido salva. Ainda bem que ela é tranquila neste sentido e sabe que eu jamais iria fazer algo para machucar nosso pequeno tesouro, que por sinal, chorou um pouco, mas depois só diz que nos afogamos e fizemos glu, glu, glu na agua. Para ela aquilo foi somente uma brincadeira não muito legal. Ainda bem, porque eu sinceramente estou traumatizada até agora!

Bom, enfim a praia acabou naquele dia! Sentamos num bar no calçadão de Copacabana para tomar a famigerada agua de coco e dar alguma coisa para a nenê comer. Depois que consegui parar de tremer do susto, a vida até nos pareceu bela. Só minha nora que ficou assustada um pouco porque ela tem pavor de pássaros, coisa que nem Freud explica, e um infeliz resolveu nos deixar um punhado de amendoim na mesa para experimentar e as pombas atacaram. Joguei o amendoim para as coitadas e o problema se resolveu.

Como já eram 11 horas, decidimos ligar para ver o motivo da demora dos homens. Eles disseram que ainda não tinham conseguido entrar no estádio para começar a reunião, porque estava uma desorganização só e a parece que tudo ia demorar muito. Que triste!

Ainda resta explicar que a pequena tomou banho em um chuveiro de praia e como pode tirar a roupa para fazer isto, ficou quase limpa, exceto pelo quilo de areia no cabelinho loiro. Quanto a mim, depois fui fazer um xixi e quase entupi o vaso de tanta areia que ainda tinha no maio. O cabelo de escova progressiva estava uma lástima de se ver e ainda por cima perdi os óculos de sol (detalhe: originais que havia ganhado da nora que foi ao casamento em SP) no caldo.

Decidimos que antes de almoçar iriamos em alguma loja próxima para eu comprar uma tiara e uns óculos de sol. Eita passeio barato que gerou gastos! Para nossa pequeninha era tudo uma grande diversão. Queria comprar tudo na loja e chama de “banana” uma bandana que comprei para ela usar. Quando se cansava de andar alguns metros, pedia o colo da mamãe ou da vovó. Ainda teve a coragem de me perguntar: vovó, porque seu cabelo tá assim? Ainda bem que ela não sabe explicar o que quis dizer com o “assim”!

Já era mais de 1 da tarde quando paramos para almoçar. Rimos, brincamos e tudo ficou bem. Combinamos que iriamos voltar par ao pombal, digo hotel, para tomar banho e descansar e minha nora disse que fazia questão de me levar depois para conhecer uma famosa confeitaria.

Descansamos um pouco e a pequena dormiu bastante. Saímos para a confeitaria em um táxi depois das 17hrs. Desta vez não íamos tirar o carro do estacionamento e pagar mais uma diária. Estranhamos que o local nos parecia meio deserto e o motorista nos deixou numa esquina, dizendo que não dava para entrar na rua. Minha nora até se zangou, jurando que na vez anterior o taxista a deixou na porta! Quando olhamos mais de perto a rua em questão, descobrimos que algo estava errado. Só estavam no local viciados e alguns passantes já indo embora. Ela desconfiou que a bendita confeitaria não estivesse aberta e foi conferir no google enquanto esperávamos em um ponto de ônibus onde tinham pessoas que estavam por certo saindo do trabalho. Realmente! A confeitaria estava fechada e só nos restava pensar no que fazer. Não se pode confiar nem mais em senhores idosos! Com certeza o taxista sabia disto!

Enquanto isto o ponto de ônibus ia ficando vazio e o local mais assustador e nada de taxi passar. Quando ela viu um ônibus parado com uma placa escrito Copacabana e as últimas pessoas entrando, entrou no desespero e me puxou com a pequena para dentro do ônibus. Já era hora de a criança aprender como a vida é dura!

Foi cômico, porque como nenhuma de nós sabe por onde entrar e precisou que o motorista nos indicasse a porta detrás, porque não tínhamos aquele bilhete que eu nem sei o nome! O motorista, embora muito amável, tinha complexo de piloto de Formula 1 e fizemos o tour mais rápido na cidade. Nossa bonequinha se sentou no ônibus e começou a cantar: Coríntias... O hino combinava com o local! Ela achou o máximo e queria ficar em pé. Só não ficou porque não deixamos. Como brincávamos com ela de gritar dentro do túnel, ela achou que era certo fazer o mesmo dentro do ônibus! Paciência... até que foi divertido! Sem contar que estávamos maquiadas e de salto para ir a um local chique.

Andamos mais alguns quarteirões com nossa bonequinha e ela resolveu que o sapato estava apertando. Estava mesmo e aí o jeito foi passar na mesma loja e comprar uma sandália para ela, uma mais baixa para a mamãe e uma blusa para a vovó que estava com uma blusa meio social que não combinava com praia. A viagem barata estava ficando uma fortuna!

O final da noite transcorreu razoavelmente normal. Lá pelas 8 horas os homens chegaram e comemos e rimos do dia louco. Voltamos ao pombal para descansar e dormir um pouco.

No dia seguinte eles informaram que tinham que estar no local por volta das 10 horas da manhã e que iam tentar nos conseguir ingressos e iríamos depois. Decidimos que se não conseguíssemos ingressos iríamos voltar logo depois do almoço para São Paulo. Assim chegaríamos mais cedo para descansar um pouco.

A parte legal foi que quase em frente ao hotel tem um parque maravilhoso e foi lá que passamos a manhã com a pequena. Ficamos um tanto decepcionada quando nos ligaram às 11 horas e avisaram que não seria possível nos conseguir ingresso. O jeito era almoçar e ir embora!

Pedimos indicação no hotel de um lugar para almoçar e foi nos dito que tinha bar ali perto que tinha uma comida deliciosa. Resultado: comemos num boteco cheio de marmanjos e a comida era horrorosa! Era melhor sair de lá o quanto antes, antes de acontecer coisa pior.

13.50 e estávamos na estrada! Saímos do RJ com o plano B. Se o transito estivesse ruim iriamos parar em Rezende e descansar até melhorar. É uma cidade legal e acharíamos o que fazer. Mas o transito parecia ótimo. Fomos sem nenhuma dificuldade até o final da Dutra RJ. Calculamos que estaríamos em casa por volta das 19 horas, mesmo pegando um pouco de transito na entrada de SP.

Esquecemo-nos de combinar isto com alguns motoristas imprudentes que causaram acidentes em vários pontos da Dutra. O transito ficou uma lástima e como achamos que estaria tudo certo, já estávamos longe do plano B e nem dava para voltar. Felizmente nossa querida criança não deu trabalho. Dormiu parte do trajeto e depois assistiu Dora o restante. Só fez algumas chantagens para vir ao meu colo, do tipo: “vovó eu tô muito mal” etc.

Depois de 9 horas de viagem em um trajeto que dura no máximo 5, e de quase voar em uma lombada quando resolvemos cortar caminho na chegada, eu disse: Graças a Deus que chegamos e ouvi a resposta: Viva, chegamos na “plaia’! Ela quis ficar em casa e eu deixei. Afinal a mamãe tinha dirigido o trajeto todo e estava, cansada, estressada, irritada e tudo mais que tinha direito. Eu até que sou uma sogra legal!

Decidimos de comum acordo que quando os maridos arranjarem um programa similar, faremos nossa própria viagem romântica, indo de preferência para Jau e comprando uns 20 pares de sapato. Quem sabe até lá os pezinhos que calçam 23 já estejam calçando 33 ou mais e possam andar sozinhos, pois meus braços doem tanto que pareço um halterofilista que puxou ferro a semana toda.

Ainda assim o saldo foi positivo. Passamos por tudo isto e não ficamos inimigas! Bem se diz que as dificuldades unem as pessoas!

 
 
 

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